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Qual melhor metodologia para gerenciar projetos GIS?

Agosto 24, 2011

Eduardo Freitas enviou esse questionamento após ver meu post no Blog  e fiquei empolgada com o questionamento dele, resolvi  mudar meus planos e tirar da sequencia os comentários sobre  o workshop 10 coisas que você precisa saber para gerenciar projetos GIS.

Hoje vou comentar sobre Metodologia, baseados nos princípios do post anterior:

Divida para conquistar, use uma abordagem de entregas faseada e

Não se distraia com a tecnologia, foque no negócio;

Acredito não existir certo ou errado quando falamos de metodologia, tudo depende do grau de confiança e maturidade dos envolvidos. O melhor mesmo é conhecermos todas e utiliza-las de acordo com as circunstâncias.

Das metodologias de desenvolvimento de projetos de softwares que conheço, as mais comuns são:

  • Waterfall (Desenvolvimento em cascata): Metodologia baseada em artefatos, com passos bem definidos: Concepção, requisitos, modelagem, codificação e testes;
  • Prototipação Evolutiva: Desenvolvimento inicia-se com um protótipo simples que vai evoluindo e refinando até aceitação plena do cliente… ops isso me lembra projetos em loop infinito ;
  • RUP: Desenvolvimento interativo com foco na redução dos riscos do projeto através de uma seqüência infinita de artefatos e diagramas;
  • SCRUM: Desenvolvimento ágil que agrupa conceitos de Lean, desenvolvimento iterativo e incremental.

Acho o modelo tradicional “Waterfall”, conhecido cascatão, onde o cliente diz tudo o que ele precisa hoje e só vai receber seu produto daqui a um ano, não funciona bem pra nenhum tipo de projeto e para GIS não seria diferente, porém infelizmente sabemos que grande parte dos projetos GIS são estruturados nesse modelo.

Gosto muito do conceito Pirâmide Lean, construído por Samuel Crescêncio da OnCast , conheçam:http://prezi.com/w6pjte9n4bsq/the-lean-pyramid/ , Crescêncio consegue explicitar de uma forma muito simples e clara que gestão está entre a cultura (valores) da empresa e sua estrutura de engenharia de software. Filosofias Ágeis são fundamentadas na confiança e focadas na entrega, para iniciar o processo de implantação dessa filosofia, como toda obra deve iniciar pelo alicerce, ou seja, pelo amadurecimento das práticas de engenharia de software.
No final de semana passado, estive em um evento sobre Agilidade aqui no Vale, em uma das palestras Klaus Wuestefeld, autor do Manifesto da Computação Soberana e reconhecido Agilista, afirmou:

“Hoje (2011) quem não escreve testes para seus programas é antiético, não adianta nada você ter a melhor metodologia do mundo se você não tem ou não usa ferramentas que garantam qualidade. Dizer que é Ágil e trabalhar sem método de controle básico é pura hipocrisia e falta de responsabilidade.”

Somente tento alicerces fortes é que conseguimos gerar confiança e sinergia capaz de tirar nosso foco da tecnologia e coloca-lo totalmente no negócio, a consequência disso será mais confiança e mudança da cultura organizacional para uma politica de menos opressão e consequentemente, clientes mais satisfeitos e equipes mais felizes por orgulhar do seu trabalho e saber que seu esforço gerou um impacto positivo na sociedade.

Mudar cultura não é fácil, dá trabalho e exige muita dedicação e força de vontade da equipe. Um bom começo é tentar estruturação de praticas de engenharia de software e dividir o projeto em entregas menores de alto valor agregado, dessa forma conquista-se o cliente e aumenta maturidade do time, abrindo portas para iniciar um processo de implantação e disseminação de filosofias menos engessadas em projetos e equipes GIS. O que acham?

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2 Comentários
  1. Priscilla O Correa hiperligação permanente

    Concordo plenamente com a frase de Klaus. As empresas estão tentando implementar medotologia Ágil partindo do princípio que basta dividir o escopo do projeto em sprints, sem garantir a qualidade das entregas. Estão usando a flexibilidade de trocas de escopo para “mascarar” a falta de capacitação técnica e os conhecimentos em engenharia de software. O cliente é o mais prejudicado nessa história.

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